quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Terceiro dia em Paris

A quarta-feira (11/12/13) foi cheia de atividades por aqui. Começou com um passeio no bairro onde estou e descobri uma rua famosa que tem vários sexshops. Descobri que é nesta rua que fica o Moulin Rouge.

     Andei até o metro Pigalle e parei num restaurante que tinha a cara boa (OMNIBUS CAFE). Pedi o plat du jour e dentre as opções preferi carne com batata soutée. Aprovado, mas não é nada excepcional. 


Segui então para a Bibliotheque Nationale de France - BnF e descobri que fui na biblioteca errada. Mesmo assim valeu a pena porque tinham umas exposições por lá e duas delas eram gratuitas.


A BnF está recebendo uma exposição do Asterix e por isso no saguão tinham alguns bonecos para chamar a atenção. Como era paga eu não fui e fiquei só com os bonecos gratuitos mesmo. rs

     

Além disso, tem uma pequena exposição de fotos sobre uma dançarina chamada Carolyn Calrson écritura et mouvement.


E ainda esta outra muito interessante chamada Terra. A exposição conta com alguns globos terrestres representando a mitologia, alguns fatos históricos e até constelações. Mas o mais legal é que eles contam com botões para apertar e com o fone no ouvido podemos escutar toda a explicação (em francês) sobre a arte (quando foi feito e qual a ideia do artista). 


 

O que achei muito legal foi este "livro" que a cada virada de página muda o áudio para o texto correspondente à imagem e ainda tem na página da direita tudo em braile. Isso sim é inclusão social!

  
Por fim, achei muito legal também estas cadeirinhas que estão espalhadas pelos corredores da biblioteca e que contam com tomadas embaixo. Assim os leitores podem ler o que quiserem ou trabalhar calmamente em seus notebooks.


A próxima parada foi o Musée Carnavalet que conta a história de Paris e também possui entrada gratuita. Só cobram para ver as exposições temporárias, mas se você não fizer questão, só o acervo fixo já tem bastante coisa legal pra ver. Este museu tem quadros, esculturas, maquetes, "quartos" e diversos objetos que contam fatos marcantes da cidade e suas personalidades. Vale a pena também dar um pulinho aqui.





De lá segui a dica da Carla e fui para a Maison Européenne de la Photographie que esta com os 3 andares ocupados pela exposição Genesis de Sebastião Salgado. Esta exposição esteve no Jardim botânico do Rio esse ano mas eu não consegui ir. Para melhorar, o acesso às quartas-feiras após as 17h é gratuito. Enfrentei uma fila mas a recompensa foi incrível. Eu já tinha ouvido falar muito bem dele mas e ainda melhor do que eu imaginava. A forma como ele captura a essência dos animais, locais e povos fotografados é fantástica. Emocionante! Fiquei apaixonada. Ele ganhou mais uma fã sem duvidas! Quem for a Paris nos próximos dias aproveite que a exposição estará lá até 05/01/2014.



Então metro novamente para ir na Tour Montparnasse. No caminho entrou um cara no metro fazendo o maior esporro com uma sanfona e caixa de som, mas quando tocou "ai se eu te pego" me animou e ganhou moedinhas. Desci na estação e saí na frente de um restaurante em que estava escrito "Couscous'. Como minha tia Lúcia me recomendou comer este prato parei por lá mesmo. No entanto tinha uma filinha para entrar. Atrás de mim estava uma mulher também sozinha, então sugeri de sentarmos juntas, assim seria mais rápido para ela que não precisaria esperar outra mesa vagar. Acho que esperamos uns 15 a 20 minutos e então conquistamos nossa mesinha. Pedimos couscous com legumes. Achei o prato muito bem servido. O prato individual daria facilmente para mais uma pessoa. Pedi um vin rouge, mas não adianta que não consigo achar vinho gostoso. Bebi dois goles e deixei o resto. Minha companheira de jantar se chamava Madalene e é psiquiatra. Conversamos bastante apesar de muitas vezes eu não saber que palavras usar e também não compreender algumas partes do que ela dizia, mas foi bem interessante. Falamos da viagem, de trabalho e até de política e economia, mesmo com o meu limitado vocabulário francês. Após o jantar ela se despediu, pois tinha uma reunião de trabalho e eu fiquei para comer a minha sobremesa "creme brulée".


Segui para a torre e ela já estava fechada, então segui para a Champs Élysées para ver a iluminação de natal. Desci na estação L'Arc do Triunfe, pois segundo meus cálculos (errados outra vez) a feirinha que visitei no dia anterior cruzava a avenida. Chegando lá não era nada disso. Andei a avenida inteira porque na verdade a feirinha só começa no final dela, quase na Praça da Concórdia. Perdi uma luva no meio do caminho e voltei olhando para o chão, mas ela já tinha sido abduzida em segundos... Que raiva! Já eram quase 23h e eu queria comprar meu marcador de livro então fui andando rápido e por sorte a barraquinha demorou um pouco a fechar e consegui comprar. O passeio corrido valeu a pena porque a avenida está mesmo bonita com a decoração de natal.




De lá fui mesmo pra "casa" porque já não em aguentava mais de cansaço. Parei apenas num bar do bairro para comprar um chocolat chaud para amenizar o frio. Cheguei em casa, acendi a luz e SURPREEESAAA, ela piscou e apagou. Ah meu Deus será que vou ficar no escuro? A outra lâmpada estava funcionando. Ufa! O aquecedor não estava mais ligando. SOCORROOO!! Lembrei que esqueci o coitado ligado o dia todo. Será que estraguei as instalações elétricas do AP? Enfim pelo menos o quarto ainda estava agradável (e hoje funcionou em outra tomada). A internet não conectou nem com reza forte no notebook. Por sorte o tablet conseguiu conectar e pude me comunicar com o meu amor. Enfim... terminei uns trabalhos e exausta me deitei.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Segundo dia de viagem: Andando muito por Paris

Estou viajando de férias e vim passar 15 dias na França, com fugidinhas em outro ou outros países. Desta vez vim sozinha porque meu namorado não podia tirar férias agora. A primeira semana é dedicada a Paris, mas estar em Paris sozinha é impossível. Eu diria que estou aqui sem a companhia de meu amor ou amigos, mas para cada lado que olho vejo pessoas vivenciando a experiência de estar nesta cidade e percebo que sou parte deste grupo. Ontem mesmo já fiz duas amigas brasileiras que atualmente estão morando em Milão pelo Ciências sem Fronteiras e fomos juntas até a sacre coeur. Esta igreja para mim está sem dúvidas na lista dos locais imperdíveis na cidade. Para mim é uma experiência emocionante estar lá dentro. Ontem foi ainda mais especial porque quando fui estava tendo missa e foi simplesmente lindo poder apreciar a igreja com o canto das freiras ao fundo.

      

 

  

Fico admirando cada estação de metro de Paris e imaginando há quantos anos elas foram construídas. A estação perto da minha casa temporária é a Abesses. O acesso a ela é feita por uma pracinha super graciosa com uma daquelas feirinhas tentadoras com barraquinhas de chocolate e outros doces bonitos, mas resisti a ela hoje.


Hoje comprei para meu café da manhã quase almoço, que foi um pain au chocolat et cafe expresso e fui comendo na caminhada até o metrô para encontrar a Carla. Ela é uma dessas amigas que a gente faz porque um amigo tem um parente que mora na cidade para onde você vai. Coincidentemente quando fui pra Grenoble ela morava lá. Agora estou em Paris e hoje ela estava por aqui também. Além disso uma de minhas possíveis moradias futuras é a cidade onde ela mora agora. 

Fomos conhecer as CATACOMBES DE PARIS. O passeio é incrível e diferente daqueles roteiros clássicos de Paris. Um caminho pelas galerias subterrâneas das minas de calcário, localizadas a 20 metros abaixo das ruas de Paris, onde estão mais de 6 milhões de parisienses transferidos entre o final do século XVIII e meados do século XIX, quando fecharam os cemitérios devido à insalubridade. Uma viagem no tempo. A sensação é de estar num filme de ação. Parece que a qualquer momento aparecerão aqueles monstros mitológicos ou então um arqueólogo obcecado por alguma lenda. rsrsrs Se você é claustrofóbico pode deixar esse passeio de fora do seu roteiro. Depois almoçamos num restaurante asiático pois tínhamos pressa devido ao horário dela que tinha voo hoje, mas não tava grandes coisas a comida. O encontro foi muito gostoso. Pudemos nos conhecer melhor e trocar várias dicas.



Nos despedimos no metro e eu segui para o meu roteiro improvisado. Algumas estações de metro dão a sensação de que você está em um bairro subterrâneo com direito atá a barraquinha de frutas e de flores. Na Montparnasse, por exemplo, eu andei andei andei, peguei esteira rolante, subi e desci escada até encontrar a linha que ia pegar.


Segui de metrô rumo à Pont des Arts para colocar meu cadeado e registrar o meu amor e do Dan em Paris. Comprei o cadeado ontem numa lojinha perto da Sacré Coeur e com uma das chaves, muita força e toda a minha falta de habilidade, consegui riscar nossas iniciais nele: ViDa. Desci no lugar errado e saí do lado da Torre Eiffel, o que sempre vale a pena. Olhei no mapa e resolvi ir andando afinal nem parecia tão longe assim. 

Fui caminhado pelas margens do rio Sena parando para admirar a paisagem e tirar fotos. Depois de muito andar olhei para o mapa novamente e vi que tava muuuuito longe. Pensei em pegar o metro mas hoje estava determinada a me manter na superfície da cidade durante os meus deslocamentos.


Foi então que encontrei um posto de aluguel de bicicletas, tipo esses do Itau que tem no Rio. Fui lá toda esperta digitei tudo, coloquei meu cartão de crédito e apareceu a mensagem pra retirar uma veló (bicicleta). Tentei, apertei tudo o que tinha cara de botão ao lado da bicicleta, mas nada acontecia. Me sentindo uma burra e com aquele frio na barriga, afinal eles pegam os dados do cartão para debitar 150 euros se você nao devolver a bike. Enfim uma senhora se aproximou e ao meu pedido de ajuda resolveu o meu problema. Oba! Os franceses são tão gentis comigo :)



Pedalei da Pont das almas até a Ponte des Arts, no total entre caminhada e bicicleta dá uns 5,5 km. Chegando lá procurei um lugar e coloquei meu cadeado onde com muito custo e força consegui riscar nossas iniciais e depois pedi a caneta emprestada para marcar em vermelho. :) ViDa


























Resolvi que ia ver o por do sol no Jardim de Luxemburgo, mais uma vez iludida pelo mapa. Mas dessa vez me enrolei e ao perguntar me disseram que era complicado ir de bicicleta porque tem áreas que são interditadas aso ciclistas. Então pedalei mais um pouco, devolvi a bicicleta e fui para Galeries Lafayette ver a decoração de natal. Está sensacional!!! Do lado de fora tem uns painéis com temas de natal que tocam música e se mexem. Um programa imperdível para as crianças e para aqueles que como eu nunca deixou o encantamento pelo mundo dos sonhos de lado.

   

      

A árvore dentro da Galeria também é animada e lindíssima, fazendo jus a todo o glamour do local. Não tive muita paciência de andar por lá porque já estava morta de cansaço e nem um pouco afim de gastar dinheiro. Atém mesmo porque a maioria dos preços de lá não é compatível com meu saldo bancário rsrsrs

O plano era finalizar o dia comendo algo na Champs Elyseé que visitei ontem durante o dia, mas queria ver a decoração de natal. No entanto, o cansaço me venceu e vim pra "casa" comer o que comprei ontem.

E amanhã? Não sei ainda, veremos quando eu acordar. Alguma sugestão de visita imperdível em Paris? De preferência fora do roteiro tradicional...

domingo, 17 de novembro de 2013

3 pessoas novas e um mundo de novidades

Neste final de semana três pessoas novas me adicionaram no facebook com finalidades diferentes.

A primeira, na verdade eu que adicionei porque ela tem um blog muito legal sobre viagens onde tem várias dicas e eu queria abusar um pouquinho do conhecimento dela para me situar para a próxima viagem. Ela foi super gentil comigo me esclarecendo diversas dúvidas e se empolgando junto comigo no planejamento de minha próxima aventura.


A segunda é do Acre e me adicionou devido a umas dicas que eu dei a ela sobre num grupo do face dedicado à Dieta Dukan. É sempre bom conversarmos com pessoas que estão vivendo uma experiência parecida com a nossa, porque é uma oportunidade de desabafar, perguntar, rir, reclamar e trocas dicas com alguém que vai entender o que se passa em sua cabeça.


A terceira é de Madagascar e acabou de me adicionar porque respondi uma mensagem dela num grupo de francês dizendo que assim como ela tenho interesse em praticar a língua. Ela é assistente social, trabalha para a União Europeia, tem dois filhos e parece ser alguém bem interessante para conversar.


Três pessoas completamente diferentes, com focos diversos mas com coisas em comum comigo que as tornam parte do meu mundinho e trazem consigo um mundo de novidades!

ADORO conhecer pessoas, lugares e coisas novas, sou uma geminiana clássica neste aspecto!!!

domingo, 27 de outubro de 2013

ESPORTES RADICAIS: Superando medos e se deslumbrando com novas sensações

Ontem me arrisquei a andar de skate. E não é que consegui me aventurar bem melhor do que imaginava?
Refletindo sobre isso percebo que os julgamentos e pré conceitos estão presentes também quando pensamos sobre nós mesmos. Nunca tive vontade de andar de skate, até porque sempre tiver certeza que era tombo certo e imediato.

No entanto passeando na Lagoa de bicicleta, minha amiga resolveu tentar andar no skate de nosso amigo que tinha levado dois. Vendo-a tentar me animei a me arriscar também e voalá consegui e até levo mais jeito do que imaginava para a coisa. Adorei!!!


Na realidade sou uma destas pessoas que nunca teve o dom para os esportes, sempre era uma das últimas a serem escolhidas na formação dos times de escola e era bem conformada com a minha posição rsrsrs Mas fui a goleira menos vazada no futebol em uma das olimpíadas escolares. Vai saber como...

Em minha viagem de férias em fevereiro deste ano (a melhor de todas as que já tive), estávamos em uma cidadezinha linda da França, Chamonix (Vallée de Mont Blanc) que é um dos destinos de férias dos franceses e fomos conhecer uma estação de ski (Stacion Le Tour).

Chegando lá meu namorado e os amigos que estavam conosco nem quiseram tentar. E eu, é claro, queria muito, mais que tudo, esquiar. Na verdade odeio sentir que eu sou a única que nunca fez aquilo ou que não vai fazer alguma coisa. Por isso, aluguei o equipamento e fui toda feliz tentar.

Me deparei então com aquele monte de neve e aquela aparelhagem nada familiar e quando percebi que o negócio deslizava e não tinha freio fiquei com medo!! Então meu amado teve que ficar me segurando de um lado para o outro até que eu ganhasse confiança.

Aquelas pessoas passavam por mim deslizando como se fosse algo quase natural, tipo andar e eu lá me sentindo como se estivesse andando na corda bamba. Mas eu não poderia deixar de tentar e o aluguel era só por 30 minutos (Essas coisas são bem caras afinal...).

Quando vi a turma infantil formar uma linha diante do professor para tomar lições de esqui fui para perto deles escutar as instruções para ver se conseguia. Se aquelas miniaturas de gente que de tão pequenos já me assustava a ideia de ver andando, estavam ali enfrentando o desafio e eu não poderia fazer o papelão de não conseguir.


Foi assim que dei as primeiras deslizadas e aprendi a me equilibrar. Consegui descer umas rampinhas (ai que medo de cair!) e então tomei gosto pela coisa. Claro que frear não é uma coisa simples então adaptei e criei o meu próprio freio: se jogar no chão! O único detalhe é que uma vez no chão, levantar é um desafio ainda maior com aquelas coisas compridas nos pés e totalmente sem apoio. Então eu dependia da bondade dos esportistas que me viam naquela situação vergonhosa e me estendiam a mão para me ajudar a levantar. Depois vi que dava para fazer isso sozinha, desde que eu tirasse o esqui dos pés, levantasse e depois colocasse novamente parei de depender das ajudas. Não riam de mim! Vida de iniciante não é nada fácil!


Consegui curtir por uns 15 a 20 minutos a sensação de esquiar, suei, morri de calor, mesmo com toda aquela neve e com o frio congelante que fazia na cidade, mas posso dizer a vocês que eu já esquiei! Quem sabe numa próxima vez não me arrisco a sair da pista das crianças e subir o teleférico para ver o desafio que se apresenta lá em cima?





Outra esporte radical no qual me aventurei em 2007 foi o salto de asa delta. Eu não tenho medo de altura, mas pular de cima da Pedra da Gávea não é exatamente algo que se faz todos os dias. Então depois que coloquei aquela roupa, me prendi na asa delta ao lado do instrutor e fui orientada a correr para saltar, não tive coragem de fazê-lo tendo consciência do ato. Então corri, fechei os olhos e pulei. Houve uma queda curta, uma subidinha de leve e então a estabilização, aí sim, depois que percebi que não tinha desabado morro abaixo e que estava vivinha da silva, abri os olhos e pude admirar a vista linda que minha cidade maravilhosa estava oferecendo. Pena que o tempo é curto, porque dá vontade de passar o dia lá em cima.


Voar é uma sensação indescritível e que eu amo. Até mesmo no avião fico deslumbrada com o fato de estar no território de Zeus flutuando e cruzando nuvens e tendo a ousadia de desafiar a gravidade e todas as consequências que ela pode trazer neste planeta.

Em novembro do ano passado estivemos em Bonito-MS (recomendo a todos!) e entre os passeios imperdíveis, um para mim era o mais necessário: o Abismo Anhumas, com uma descida vertical de 72 metros de rapel. O preço não é tão amigável, custa 400 e pouco por pessoa, mas é uma passeio de dia inteiro diferente de tudo o que você já fez (a não ser que você seja espeleógo ou tenha atuado em algum filme do Indiana Jones). Claro que comprei sem falar o preço pro meu namorado, senão ele iria barrar a aquisição de imediato. Pois bem... depois de comprado até contei pra ele o preço e lá fomos nós.

No dia anterior, depois de uma chegada de madrugada a Bonito, com o direito a 3 horas de estrada do aeroporto de Campo Grande (capital do estado) até nossa pousada e com o atropelamento de um tamanduá no meio do caminho, acordamos cedo, fizemos 2 passeios cansativos e quando chegamos na pousada loucos para tomar um banho e deitar, fomos avisados que tínhamos que ir na sede da agência de turismo para o treinamento do abismo.

Seguimos para lá e chegando descobrimos que após ouvir as instruções, era necessário subir e descer uma corda de 5 metros de altura 2 vezes para treinar o rapel e para verem se éramos capazes de participar da atividade no dia seguinte. Eu ali mal tinha forças para andar, que dirá para subir a maldita corda. Achei que seria imediatamente desabilitada, mas consegui.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos rumo ao abismo. Recebemos as instruções, esperamos os demais descerem e então chegou a nossa vez. Ali no meio de uma mata tinha um buraco pequeno que mais parecia um poço e que cabia 2 pessoas lado a lado e foi por ele que descemos (foto abaixo). Corda abaixo fomos descendo ao lado de uma paredão até que de repente o paredão se abriu e lá embaixo avistamos o abismo. Minha barriga contraiu todos os músculos e apertou os órgãos, dando aquela sensação de pavor momentâneo. O que eu estava fazendo ali?
 Depois de 72 metros de descida na corda e uns 15 minutos, na verdade não sei precisar o quanto demorou, chegamos aliviados lá embaixo e tocamos solo firme, ou quase isso. A sensação foi maravilhosa, parecia um filme daqueles com cavernas misteriosas que guardam segredos milenares a serem desvendados. Ouvimos histórias, passeamos de bote, flutuamos naquela água gélida, descobrimos formas inusitadas nas formações geológicas, esperamos umas 2 horas até os outros subirem (em especial uma dupla de meninas mega ultra lerdas que não tinham passado no teste do dia anterior, mas após um daqueles pitis conseguiram o direito a ir) e chegou a nossa vez.




Tínhamos observado várias duplas subindo e era muito simples. Só empurrar com a perna e esticar o braço e ir repetindo o movimento. Fácil? Talvez... Fácil de fazer? NÃO! Subimos parando milhares de vezes, pelo que pareceram horas. Eu olhava para cima e estava muito longe, olhava para baixo e também estava longe. Que cansaço e até vontade de desistir, mas lá não existe essa opção porque não tem elevador ou algum dispositivo automático para nos puxar. Conseguimos chegar de volta ao topo uns 25 minutos depois. Nosso tempo foi o tempo médio das duplas, obviamente sem considerar as duas lerdas pitizentas.

E o que posso dizer? Dá um pouco de medo sim, cansa muito de fato, mas é uma experiência única, fantástica e divertida da qual sempre iremos nos lembrar. Não deixem de fazer este passeio quando forem a Bonito, a não ser que tenha problemas nas pernas ou joelhos ou tenha muito medo de altura. Afinal não quero que vocês representem aquela dupla "atraso de vida" quando estiverem pela cidade!

Pra não dizer que sou A corajosa, confesso a vocês que quando fui ao Beto Carrero, no início de 2012, convencida pelo meu namorado entrei naquela maldita Big Tower. Sentei no banquinho, escutei o cleck do carinha abaixando o ferro de proteção e então começou a subir, subir, subir... Vejam que eu estava inocente e corajosamente sorrindo na subida...






Lá no alto o brinquedo parou e por lá ficou durante tempo suficiente para o sádico operador do brinquedo ter a certeza de que tínhamos noção da altura em que nos encontrávamos (100 metros de queda livre) e então depois de um outro cleck aquela porcaria despencou como se nos levasse para a morte certa.

Que sensação terrível, em especial porque a impressão que temos é de que estamos soltos e portanto em queda livre. Fechei os olhos, contraí cada músculo de meu corpo e esperei a tortura acabar. Quando terminou aquela experiência pavorosa, saí com a certeza de nunca mais irei em algo parecido. O medo foi tanto que acho que saí de meu corpo e pedi para alguma criatura ocupar o espaço durante aqueles segundos eternos e assustadores, porque olhando a foto depois, tenho a certeza de que não era eu habitando aquele corpo! CREDO! Esse eu não recomendo para ninguém!!!


Bem... por enquanto é só, mas deixo aqui a minha dica para vocês:

NÃO SE LIMITE! ARRISQUE-SE! TENTE!

Neste mundo de possibilidades, só fica entediado quem tem preguiça de buscar as novidades, falta de coragem de se desafiar e indisposição para superar os seus limites.

SURPREENDA-SE! Quando você prova a você mesmo que é capaz, ninguém e nada tira de você esta certeza.

E vocês? Qual o esporte mais radical que fizeram? 

Alguma sugestão para minha próxima aventura?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sou para raio de malucos

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida." (Doidas e Santas - Martha Medeiros)

Alguém tem dúvidas disso? Eu tenho muita certeza, por isso to tentando transformar em pena o nojo e a raiva que um certo louco me causa devido aos seus fricotes. O camarada dá altos fricotes por e-mail. mas o melhor de tudo é que tentando me queimar ele se carbonizou com todas as outras pessoas que assim como eu sabem de sua loucura...

Uma vez estava em minha antiga empresa e me chamaram na recepção para atender uma moça que queria falar com alguém do setor de meio ambiente. E lá fui eu ver o que a criatura querida. Ela não falava coisa com coisa... dizia que falou com fulano, ciclano e beltrano, e que os eletrônicos estavam prejudicando o meio ambiente e blá blá blá. Disse que tinha escrito um romance ambiental. Hein?!?!? E foi um surto só... As recepcionistas e o guarda me olharam com aquela cumplicidade de quem está com a mesma impressão e depois de uns 10 minutos ouvindo seus surtos voltei para a minha mesa sem entender PN do que tinha ocorrido. Eu e minha amiga Morgana Rangel a apelidamos de a louca dos transformers. rsrsrs


Cada uma que me aparece viu? Sou um baita para raios de malucos!