domingo, 27 de outubro de 2013

ESPORTES RADICAIS: Superando medos e se deslumbrando com novas sensações

Ontem me arrisquei a andar de skate. E não é que consegui me aventurar bem melhor do que imaginava?
Refletindo sobre isso percebo que os julgamentos e pré conceitos estão presentes também quando pensamos sobre nós mesmos. Nunca tive vontade de andar de skate, até porque sempre tiver certeza que era tombo certo e imediato.

No entanto passeando na Lagoa de bicicleta, minha amiga resolveu tentar andar no skate de nosso amigo que tinha levado dois. Vendo-a tentar me animei a me arriscar também e voalá consegui e até levo mais jeito do que imaginava para a coisa. Adorei!!!


Na realidade sou uma destas pessoas que nunca teve o dom para os esportes, sempre era uma das últimas a serem escolhidas na formação dos times de escola e era bem conformada com a minha posição rsrsrs Mas fui a goleira menos vazada no futebol em uma das olimpíadas escolares. Vai saber como...

Em minha viagem de férias em fevereiro deste ano (a melhor de todas as que já tive), estávamos em uma cidadezinha linda da França, Chamonix (Vallée de Mont Blanc) que é um dos destinos de férias dos franceses e fomos conhecer uma estação de ski (Stacion Le Tour).

Chegando lá meu namorado e os amigos que estavam conosco nem quiseram tentar. E eu, é claro, queria muito, mais que tudo, esquiar. Na verdade odeio sentir que eu sou a única que nunca fez aquilo ou que não vai fazer alguma coisa. Por isso, aluguei o equipamento e fui toda feliz tentar.

Me deparei então com aquele monte de neve e aquela aparelhagem nada familiar e quando percebi que o negócio deslizava e não tinha freio fiquei com medo!! Então meu amado teve que ficar me segurando de um lado para o outro até que eu ganhasse confiança.

Aquelas pessoas passavam por mim deslizando como se fosse algo quase natural, tipo andar e eu lá me sentindo como se estivesse andando na corda bamba. Mas eu não poderia deixar de tentar e o aluguel era só por 30 minutos (Essas coisas são bem caras afinal...).

Quando vi a turma infantil formar uma linha diante do professor para tomar lições de esqui fui para perto deles escutar as instruções para ver se conseguia. Se aquelas miniaturas de gente que de tão pequenos já me assustava a ideia de ver andando, estavam ali enfrentando o desafio e eu não poderia fazer o papelão de não conseguir.


Foi assim que dei as primeiras deslizadas e aprendi a me equilibrar. Consegui descer umas rampinhas (ai que medo de cair!) e então tomei gosto pela coisa. Claro que frear não é uma coisa simples então adaptei e criei o meu próprio freio: se jogar no chão! O único detalhe é que uma vez no chão, levantar é um desafio ainda maior com aquelas coisas compridas nos pés e totalmente sem apoio. Então eu dependia da bondade dos esportistas que me viam naquela situação vergonhosa e me estendiam a mão para me ajudar a levantar. Depois vi que dava para fazer isso sozinha, desde que eu tirasse o esqui dos pés, levantasse e depois colocasse novamente parei de depender das ajudas. Não riam de mim! Vida de iniciante não é nada fácil!


Consegui curtir por uns 15 a 20 minutos a sensação de esquiar, suei, morri de calor, mesmo com toda aquela neve e com o frio congelante que fazia na cidade, mas posso dizer a vocês que eu já esquiei! Quem sabe numa próxima vez não me arrisco a sair da pista das crianças e subir o teleférico para ver o desafio que se apresenta lá em cima?





Outra esporte radical no qual me aventurei em 2007 foi o salto de asa delta. Eu não tenho medo de altura, mas pular de cima da Pedra da Gávea não é exatamente algo que se faz todos os dias. Então depois que coloquei aquela roupa, me prendi na asa delta ao lado do instrutor e fui orientada a correr para saltar, não tive coragem de fazê-lo tendo consciência do ato. Então corri, fechei os olhos e pulei. Houve uma queda curta, uma subidinha de leve e então a estabilização, aí sim, depois que percebi que não tinha desabado morro abaixo e que estava vivinha da silva, abri os olhos e pude admirar a vista linda que minha cidade maravilhosa estava oferecendo. Pena que o tempo é curto, porque dá vontade de passar o dia lá em cima.


Voar é uma sensação indescritível e que eu amo. Até mesmo no avião fico deslumbrada com o fato de estar no território de Zeus flutuando e cruzando nuvens e tendo a ousadia de desafiar a gravidade e todas as consequências que ela pode trazer neste planeta.

Em novembro do ano passado estivemos em Bonito-MS (recomendo a todos!) e entre os passeios imperdíveis, um para mim era o mais necessário: o Abismo Anhumas, com uma descida vertical de 72 metros de rapel. O preço não é tão amigável, custa 400 e pouco por pessoa, mas é uma passeio de dia inteiro diferente de tudo o que você já fez (a não ser que você seja espeleógo ou tenha atuado em algum filme do Indiana Jones). Claro que comprei sem falar o preço pro meu namorado, senão ele iria barrar a aquisição de imediato. Pois bem... depois de comprado até contei pra ele o preço e lá fomos nós.

No dia anterior, depois de uma chegada de madrugada a Bonito, com o direito a 3 horas de estrada do aeroporto de Campo Grande (capital do estado) até nossa pousada e com o atropelamento de um tamanduá no meio do caminho, acordamos cedo, fizemos 2 passeios cansativos e quando chegamos na pousada loucos para tomar um banho e deitar, fomos avisados que tínhamos que ir na sede da agência de turismo para o treinamento do abismo.

Seguimos para lá e chegando descobrimos que após ouvir as instruções, era necessário subir e descer uma corda de 5 metros de altura 2 vezes para treinar o rapel e para verem se éramos capazes de participar da atividade no dia seguinte. Eu ali mal tinha forças para andar, que dirá para subir a maldita corda. Achei que seria imediatamente desabilitada, mas consegui.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos rumo ao abismo. Recebemos as instruções, esperamos os demais descerem e então chegou a nossa vez. Ali no meio de uma mata tinha um buraco pequeno que mais parecia um poço e que cabia 2 pessoas lado a lado e foi por ele que descemos (foto abaixo). Corda abaixo fomos descendo ao lado de uma paredão até que de repente o paredão se abriu e lá embaixo avistamos o abismo. Minha barriga contraiu todos os músculos e apertou os órgãos, dando aquela sensação de pavor momentâneo. O que eu estava fazendo ali?
 Depois de 72 metros de descida na corda e uns 15 minutos, na verdade não sei precisar o quanto demorou, chegamos aliviados lá embaixo e tocamos solo firme, ou quase isso. A sensação foi maravilhosa, parecia um filme daqueles com cavernas misteriosas que guardam segredos milenares a serem desvendados. Ouvimos histórias, passeamos de bote, flutuamos naquela água gélida, descobrimos formas inusitadas nas formações geológicas, esperamos umas 2 horas até os outros subirem (em especial uma dupla de meninas mega ultra lerdas que não tinham passado no teste do dia anterior, mas após um daqueles pitis conseguiram o direito a ir) e chegou a nossa vez.




Tínhamos observado várias duplas subindo e era muito simples. Só empurrar com a perna e esticar o braço e ir repetindo o movimento. Fácil? Talvez... Fácil de fazer? NÃO! Subimos parando milhares de vezes, pelo que pareceram horas. Eu olhava para cima e estava muito longe, olhava para baixo e também estava longe. Que cansaço e até vontade de desistir, mas lá não existe essa opção porque não tem elevador ou algum dispositivo automático para nos puxar. Conseguimos chegar de volta ao topo uns 25 minutos depois. Nosso tempo foi o tempo médio das duplas, obviamente sem considerar as duas lerdas pitizentas.

E o que posso dizer? Dá um pouco de medo sim, cansa muito de fato, mas é uma experiência única, fantástica e divertida da qual sempre iremos nos lembrar. Não deixem de fazer este passeio quando forem a Bonito, a não ser que tenha problemas nas pernas ou joelhos ou tenha muito medo de altura. Afinal não quero que vocês representem aquela dupla "atraso de vida" quando estiverem pela cidade!

Pra não dizer que sou A corajosa, confesso a vocês que quando fui ao Beto Carrero, no início de 2012, convencida pelo meu namorado entrei naquela maldita Big Tower. Sentei no banquinho, escutei o cleck do carinha abaixando o ferro de proteção e então começou a subir, subir, subir... Vejam que eu estava inocente e corajosamente sorrindo na subida...






Lá no alto o brinquedo parou e por lá ficou durante tempo suficiente para o sádico operador do brinquedo ter a certeza de que tínhamos noção da altura em que nos encontrávamos (100 metros de queda livre) e então depois de um outro cleck aquela porcaria despencou como se nos levasse para a morte certa.

Que sensação terrível, em especial porque a impressão que temos é de que estamos soltos e portanto em queda livre. Fechei os olhos, contraí cada músculo de meu corpo e esperei a tortura acabar. Quando terminou aquela experiência pavorosa, saí com a certeza de nunca mais irei em algo parecido. O medo foi tanto que acho que saí de meu corpo e pedi para alguma criatura ocupar o espaço durante aqueles segundos eternos e assustadores, porque olhando a foto depois, tenho a certeza de que não era eu habitando aquele corpo! CREDO! Esse eu não recomendo para ninguém!!!


Bem... por enquanto é só, mas deixo aqui a minha dica para vocês:

NÃO SE LIMITE! ARRISQUE-SE! TENTE!

Neste mundo de possibilidades, só fica entediado quem tem preguiça de buscar as novidades, falta de coragem de se desafiar e indisposição para superar os seus limites.

SURPREENDA-SE! Quando você prova a você mesmo que é capaz, ninguém e nada tira de você esta certeza.

E vocês? Qual o esporte mais radical que fizeram? 

Alguma sugestão para minha próxima aventura?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sou para raio de malucos

"Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida." (Doidas e Santas - Martha Medeiros)

Alguém tem dúvidas disso? Eu tenho muita certeza, por isso to tentando transformar em pena o nojo e a raiva que um certo louco me causa devido aos seus fricotes. O camarada dá altos fricotes por e-mail. mas o melhor de tudo é que tentando me queimar ele se carbonizou com todas as outras pessoas que assim como eu sabem de sua loucura...

Uma vez estava em minha antiga empresa e me chamaram na recepção para atender uma moça que queria falar com alguém do setor de meio ambiente. E lá fui eu ver o que a criatura querida. Ela não falava coisa com coisa... dizia que falou com fulano, ciclano e beltrano, e que os eletrônicos estavam prejudicando o meio ambiente e blá blá blá. Disse que tinha escrito um romance ambiental. Hein?!?!? E foi um surto só... As recepcionistas e o guarda me olharam com aquela cumplicidade de quem está com a mesma impressão e depois de uns 10 minutos ouvindo seus surtos voltei para a minha mesa sem entender PN do que tinha ocorrido. Eu e minha amiga Morgana Rangel a apelidamos de a louca dos transformers. rsrsrs


Cada uma que me aparece viu? Sou um baita para raios de malucos!




Falando sobre caminhada

4 voltas no Hosp Dom Pedro II (vulgo hospital de maluco do Eng de Dentro) = 4,4 km
Ida e volta até lá = 1,9 km
Saldo de caminhada = 6,3 km

Descobertas:

1) As músicas baixadas que na internet dizem ser boas para caminhar me irritam! Detesto músicas estilo tumtitum...

2) Amei caminhar ouvindo música clássica na rádio MEC. Serei maluca e totalmente contraditória? Acho que só gosto de misturar minhas paixões mesmo que pareçam incompatíveis.

3) Sem comparação entre caminhar na praia ou lagoa e caminhar olhando concreto, sentindo as vezes a fumaça de cigarro (malditos fumantes egoístas que acham que todos devem aguentar seu envenenamento...) Ah propósito ecaaa para o rio que virou um valão e passa pelo meio do terreno. Uma pena mesmo pois tinha tudo para ser lindo.

3) Ideias interessantes pipocando na mente... Caminhar faz refletir e desperta nossa imaginação. Principalmente no meu caso que converso comigo mesmo mentalmente o tempo todo. Altos papos por sinal. Só tenho que me controlar para não falar em voz alta, senão podem me internar ali mesmo. rsrsrs

Na volta comprei espinafre e couve-flor. Será que acerto fazer um creme de espinafre?

Minhas caminhadas e exercícios diários, ou quase isso, são complementares à Dieta Dukan que estou fazendo para perder de 6 a 10kg até o final do ano, mas isso é assunto para outra conversa.

Compartilho com vocês essa dica interessante que encontrei agora. Obviamente não fiz nada certo hoje. rsrsrs


Novo blog da Vivi: FALANDO DE TOUT E DE RIEN

Eu sou Viviane Japiassú Viana, uma carioca de sangue 100% nordestino (alagoana por parte de mãe e baiana por parte de pai) atualmente com 28 anos que gosta de muitas coisas e detesta muitas outras.

Sou tecnóloga em meio ambiente, bacharel e mestre em engenharia ambiental. Tenho um blog onde trato de questões relacionadas à minha área de atuação que é o meio ambiente, caso se interesse deem uma olhadinha no FALANDO DE MEIO AMBIENTE.

Resolvi criar esse blog porque como uma boa geminiana sempre tenho muito a dizer, sou cheia de opiniões e contradições e gosto de compartilhá-las com meus amigos.

O título do blog é justamente uma de minhas misturas, minha língua materna o português e minha amada língua francesa (langue française) e foi escolhido porque a ideia é usar este espaço para falar de tudo e de nada (DE TOUT ET DE RIEN).  Aqui vamos trocar ideias, reclamar, fofocar, trocar receitas, dar dicas, falar de viagens (AMOOO), enfim sobre tudo o que der vontade sem dever nada a ninguém.

Sejam bem vindos amigos e amigas e embarquem nesta aventura falante comigo.